Tenho alto grau de miopia... por que vejo melhor com minhas lentes de contato?

No passado, as lentes de contato eram consideradas como artefatos de luxo, usadas por vaidade. Mas isso mudou.

Publicado por: WV Comunicação e MKT em 29/07/2018

As lentes de contato passaram por grande mudanças e avanços e hoje são uma alternativa terapêutica de alta qualidade, por vezes única, cujo o uso possibilita a melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Nos últimos 50 anos a adaptação de lentes de contato se disseminou em todos os países do mundo e passou a ser uma opção cada vez mais frequente, não apenas entre os adultos e jovens, mas também em adolescentes e idosos.

As lentes de contato permitem a correção de quase todos os graus, e representam a terapêutica preferencial em grande número de casos de ceratocone avançado, tratamento pós transplante de córnea, pós cirurgia refrativa, opacidade de córnea e anisometropia (grau mais forte em um olho só).

Portadores de altos graus (miopia e hipermetropia) costumam ter deformações nas imagens e falta de nitidez, geradas pelas lentes de grande espessura dos óculos. Essas “aberrações” são praticamente eliminadas com o uso de lentes de contato, além de melhorarem a estética e a autoestima.

Outras situações especiais em que é recomendado o uso de lentes de contato:

Portadores de aniridia (ausência parcial ou total da íris – colorido dos olhos), albinismo ou lesões pupilares permanentes (pupila-orificio central do olho). Esses pacientes costumam ter muita aflição a luz (fotofobia) e o uso de lentes de contato filtrantes (lentes especiais, pintadas), reduz consideravelmente a fotofobia. Além de melhorarem a estética dos olhos.

Portadores de nistagmo (movimento incoordenado dos olhos). Nesse caso, as lentes de contato podem diminuir a amplitude dos movimentos e possibilitar melhor visão.

Contudo, a utilização de lentes de contato, independente do caso, altera a fisiologia ocular e essas mudanças podem levar ao surgimento de complicações potencialmente graves. Por esse motivo é que só os oftalmologistas podem adaptar lentes de contato.

Autoria: Regina Carvalho e Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello